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Deputada estadual mais jovem do país só vai poder tomar posse depois que completar 21 anos

Com mais de 34 mil votos, a mineira Chiara Biondini (PP) foi eleita para deputada estadual e vai ocupar uma das cadeiras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) a partir de 2023. Com apenas 20 anos, ela é a parlamentar eleita mais jovem do Brasil.

Mas ela só poderá tomar posse depois do dia 22 de fevereiro, dia de seu aniversário, quando irá completar 21 anos, idade mínima para assumir o cargo.

Na ALMG, a posse pode ser tomada até 30 dias após a cerimônia oficial. Foi essa a defesa apresentada pela equipe de Chiara e aceita pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

“Antes de pensar em eleger, estudamos o regimento interno da assembleia e vi que não existe um dia oficial da posse. Geralmente, a posse acontece no dia 1º de fevereiro e eu completo 21 anos no dia 22 de fevereiro. Retornei a BH para fazer o mandato com excelência.

Chiara é filha do deputado federal Eros Biondini e estudante de administração. Em fevereiro deste ano resolveu que entraria na disputa. Desde pequena acompanhava os trabalhos do pai.

“O amor pela política vem de muitos anos. Eu sabia que, em breve, disputaria algum pleito e neste ano decidir concorrer. Estudava na Unicamp (São Paulo) à noite, saía da universidade e viajava para rodar as cidades do Sul de Minas. Chegava na madrugada, dormia e depois ia fazer a campanha”, contou. A jovem concluiu o 6º período e trancou o curso com o objetivo de pedir transferência para Belo Horizonte.

A pouca idade de Chiara chama a atenção e, segundo ela, durante a campanha, um advogado chegou a entrar com uma ação para cancelar o registro de candidatura dela alegando que ela não era apta devido justamente à idade.

Comemoração em família

Chiara acompanhou a apuração dos votos em uma igreja da capital mineira junto com os pais e o irmão mais velho. A família ficou no local por quase sete horas até a confirmação da vitória da jovem. Em seguida, eles foram comemorar com familiares e amigos.

“Quero fazer história na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Trabalhar para a juventude com educação, empreendedorismo, defender a mulher, trabalhar para as pessoas com síndrome de Down e com doenças rara, contra as drogas e o contra o aborto”, defendeu.

Por Carolina Caetano, g1 Minas — Belo Horizonte