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Cirurgia rara realizada no Metropolitano de Santa Rita, na PB, salva vida de bebê de 11 meses

Cirurgia rara realizada no Metropolitano de Santa Rita, na PB, salva vida de bebê de 11 meses

A equipe de hemodinâmica pediátrica do Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Paraíba, realizou um delicado procedimento no coração de um bebê de apenas 11 meses. Uma rara técnica no Brasil, mas que, ao ser realizada na unidade hospitalar de referência em cardiologia, permitiu que o bebê tivesse alta já no dia seguinte.

A operação tratou-se de uma aortoplastia com stent para tratamento da coarctação da aorta, que é o estreitamento e a obstrução parcial da passagem de sangue na artéria.

Com apenas um mês de vida, o bebê já tinha passado por um primeiro procedimento cirúrgico no Hospital Metropolitano. Após boa evolução, recebeu alta hospitalar após cinco horas e regressou à instituição já com 11 meses. Na última consulta, a equipe médica constatou que ele estava com uma re-coarctação e decidiu desta vez realizar o cateterismo.

“A re-coarctação gerou uma repercussão considerável no quadro do paciente, levando o coração a crescer de novo e isso trouxe a necessidade de proceder com uma intervenção de forma urgente. Então decidimos inovar e, apesar de ainda ser muito pequeno, consideramos que a melhor alternativa seria o cateterismo”, explicou o médico Fabrício Leite, cardiologista intervencionista em cardiopatias congênitas que estava responsável pelo caso.

De acordo com o também cardiologista intervencionista Abel Belarmino, o tratamento padrão da coarctação da aorta em bebês é por meio da cirurgia, como anteriormente utilizado.

“Realizar uma aortoplastia com stent em bebês ainda é uma coisa muito nova e discutível no Brasil. Contudo, existem alguns grupos que apoiam a colocação de stent nessa fase de vida, assim como fizemos, já que esse stent utilizado pode ser dilatado para adequar ao crescimento do bebê. No ecocardiograma posterior constatamos que o stent inserido estava no local certo e o fluxo sanguíneo da criança foi normalizado”, descreveu o médico.

Os pais do bebê, Laysla Alves e José Pordeus, contaram como foi receber a notícia de que tudo havia ocorrido bem após o procedimento: “O sentimento foi um dos melhores, um alívio também, porque a gente confessa que estávamos aflitos, porque nosso filho é prematuro e sempre inspirou cuidados”.

Contribuindo para o sucesso do procedimento, foi utilizado um introdutor, com acesso percutâneo, minimamente invasivo, sem necessidade da participação de cirurgião para dissecar a artéria carótida.

“Esse introdutor é um material extremamente importante e de alto custo. Recebemos a doação dele para realização desse caso. Junto à diretoria da PB Saúde estamos buscando padronizar o uso para procedimentos raros como esses, tendo em vista o resultado alcançado”, acrescentou o médico Fabrício Leite.

O Hospital Metropolitano é referência no tratamento de cardiopatias congênitas. As equipes de cirurgia cardíaca e hemodinâmica pediátrica atuam na intervenção e tratamento de patologias complexas. Em 2019, a equipe realizou o primeiro cateterismo infantil do Estado, em um paciente de 16 anos.

Por g1 PB